
Quando uma família começa a organizar a herança deixada por um ente querido, uma das primeiras dúvidas práticas costuma ser: quais documentos são necessários para iniciar o inventário?
Essa dúvida aparece com frequência quando existem bens como:
A organização da documentação é um passo importante para iniciar o inventário em cartório com mais tranquilidade e evitar atrasos durante o procedimento.
Na prática, a maioria dos inventários extrajudiciais exige documentos relacionados a três pontos principais:
A seguir você verá quais são os documentos normalmente solicitados e como essa documentação é utilizada no inventário em cartório.
O inventário extrajudicial é o procedimento realizado diretamente em cartório de notas, por meio de escritura pública, com participação obrigatória de um advogado.
Esse procedimento permite formalizar a divisão da herança entre os herdeiros sem necessidade de processo judicial, desde que algumas condições estejam presentes.
Em geral, o inventário em cartório é possível quando:
Através desse procedimento, é possível:
Assim, o inventário serve para transferir de maneira correta – e conforme a lei – a herança aos herdeiros.
Embora cada caso possa ter particularidades, a maioria dos inventários exige documentos organizados em três grupos principais:
Embora muitos documentos possam ser reunidos diretamente pela família, a análise inicial feita por um advogado experiente costuma ajudar a identificar quais documentos realmente são necessários para o caso específico.
Isso evita situações comuns, como:
Além disso, o próprio advogado pode auxiliar na obtenção ou atualização de documentos em cartórios, órgãos públicos e instituições financeiras, o que costuma tornar o procedimento mais organizado e reduzir o risco de atrasos no inventário.
Por esse motivo, a orientação jurídica no início do procedimento costuma facilitar tanto a reunião da documentação quanto a condução do inventário em cartório.
Os documentos da pessoa falecida são utilizados para identificar corretamente o autor da herança e verificar informações importantes, como estado civil e regime de casamento.
Normalmente são solicitados:
Esses documentos permitem verificar, por exemplo:
Também é necessário identificar formalmente todos os herdeiros que participarão do inventário.
Normalmente são solicitados os seguintes documentos:
Essas informações são necessárias para elaboração da escritura de inventário no cartório, com total segurança jurídica.
Mesmo no inventário em cartório, a lei exige a participação de advogado.
Por isso também são apresentados documentos como:
Essas informações são inseridas na escritura pública de inventário, sob pena de nulidade.
Além da identificação das pessoas envolvidas no inventário, também é necessário apresentar documentos que comprovem a existência e o valor dos bens deixados.
Esses documentos variam conforme o tipo de patrimônio.
Quando existem imóveis urbanos, normalmente são solicitados:
Esses documentos permitem verificar:
Nos casos em que existem imóveis rurais, podem ser necessários documentos como:
Se a pessoa falecida deixou veículos, normalmente são solicitados:
Esses documentos permitem incluir o veículo corretamente na partilha.
Quando existem valores em instituições financeiras ou outros bens móveis, podem ser solicitados documentos como:
Essas informações permitem identificar corretamente o patrimônio deixado.
Para concluir o inventário também é necessário realizar o pagamento do imposto sobre transmissão causa mortis, conhecido como ITCMD ou ITCD.
Esse imposto é de competência dos Estados, o que significa que cada estado possui regras próprias para:
De modo geral, o procedimento envolve etapas como:
É importante informar que a legislação a ser observada é do estado onde o bem está localizado ou registrado, especialmente no caso de imóveis e veículos.
Outro ponto relevante é que normalmente existe prazo para pagamento do imposto, geralmente contado a partir da data do falecimento. Quando esse prazo não é respeitado, podem incidir multas e juros, conforme a legislação estadual.
👉 No entanto, o atraso não impede que o inventário seja feito em cartório.
Em alguns estados a lei também prevê descontos ou isenções, dependendo do valor do patrimônio ou da situação específica da herança.
É comum que alguns documentos não estejam disponíveis imediatamente, principalmente quando os bens foram adquiridos há muitos anos.
Por exemplo:
Na maioria dos casos, esses documentos podem ser obtidos novamente através de pesquisas no:
Por isso, a contratação de um advogado especialista é fundamental e pode ajudar a resolver o inventário de maneira extrajudicial.
Depois de reunir as informações básicas sobre o caso, é possível verificar:
Em muitos casos, a própria equipe jurídica pode providenciar a atualização dessas certidões junto aos cartórios e órgãos públicos, evitando pedidos desnecessários e atrasos no procedimento.
Reunir os documentos necessários é uma das primeiras etapas para iniciar um inventário extrajudicial em cartório.
De forma geral, o procedimento exige documentos relacionados a:
Organizar essa documentação com agilidade costuma facilitar o inventário e permitir que o procedimento seja conduzido com mais rapidez e segurança.
Dr. Aldo Soria é advogado com atuação voltada para procedimentos de inventário em cartório e regularização patrimonial, acompanhando famílias na organização jurídica da transmissão de bens após o falecimento de um ente familiar.
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